Anita Malfatti: Biografia, Obras, História, Carreira e Influência

Anita Malfatti nasceu em São Paulo, no dia 28 de outubro de 1889. Foi uma importante pintora brasileira, sendo a primeira mulher a se formar na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. A artista também foi a primeira brasileira a participar de uma exposição na Europa.

Infância e Juventude

Filha do italiano Tommaso Malfatti e da brasileira Maria Cândida do Amaral, Anita nasceu em uma família abastada. Sua mãe faleceu quando ela tinha apenas três anos e seu pai se casou novamente pouco tempo depois. Anita cresceu junto com suas irmãs gêmeas, Maria Luisa e Maria Cândida, e o meio-irmão mais velho, Tomás.

Aos 11 anos, Anita começou a estudar pintura com o professor Pedro Alexandrino Gonçalves, um dos mais importantes artistas da época. Ele foi um grande incentivador da arte da jovem e a ajudou a desenvolver seu talento. Anita também estudou com Osman Lins, outro importante nome da pintura brasileira daquele período.

Em 1909, Anita viajou para a Europa para estudar arte. Primeiro ela foi para Paris, onde frequentou a Academia Julian. Lá, teve aulas com os mestres da pintura francesa como Jean-Paul Laurens e Tony Robert-Fleury. Após um ano na França, Anita se mudou para Viena, onde estudou na Academia de Belas Artes. Em Viena, ela teve aulas com o pintor Hans Makart, um dos artistas mais influentes daquele período. Makart foi responsável por despertar o interesse de Anita pelo Impressionismo e pelo Post-Impressionismo.

Carreira

Em 1912, Anita voltou para o Brasil e logo se estabeleceu como uma das principais artistas do país. Em 1913, ela realizou sua primeira individual na Galeria Klabin, em São Paulo. A mostra contou com 22 obras, entre pinturas à óleo e aquarelas. O sucesso da exposição rendeu críticas positivas por parte da imprensa especializada e chamou a atenção do público para o talento da artista.

No mesmo ano, Anita participou da Semana de Arte Moderna de São Paulo, evento que marcou o início do movimento modernista no Brasil. A artista apresentou três obras na mostra: “A Dança”, “Retrato de Mário de Andrade” e “Autorretrato”. As telas causaram controvérsia entre os críticos e o público devido à sua linguagem inovadora e às cores fortes que utilizava. Apesar das críticas negativas que recebeu por parte de alguns conservadores, Anita conseguiu chamar a atenção do público para sua arte e estabelecer-se como uma das principais artistas do país.

Em 1914, Anita voltou para a Europa para participar da Exposição Internacional d’Art Moderne de Monza, na Itália. A mostra contava com obras de artistas renomados como Pablo Picasso e Georges Braque e foi um importante marco na carreira da artista brasileira. A partir daí, Anita passou a ser reconhecida internacionalmente como uma importante figura da vanguarda artística do século XX.

Anita continuou produzindo obras marcantes durante toda sua carreira. Em 1922, realizou sua segunda individual na Galeria Klabin, em São Paulo. A mostra contou com 32 obras e foi um grande sucesso de público e crítica. Anita também participou de importantes exposições coletivas, como a Bienal de Veneza, em 1924, e a Exposição Internacional de Arte Moderna de Nova York, em 1925.

A artista faleceu em São Paulo, no dia 3 de outubro de 1964, aos 74 anos. Hoje, suas obras fazem parte da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

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