5 Esportes Paraolímpicos


Conheça cinco esportes paraolímpicos

Acessibilidade significa fornecer condições não-capacitativas em todos os lugares de modo que qualquer pessoa, com qualquer limitação, possa levar uma vida o mais normal possível. A acessibilidade pode ser considerada o conceito-chave dos Jogos Paraolímpicos, também conhecidos como Jogos Paralímpicos: atletas com quaisquer limitações físicas, mentais ou intelectuais tem a oportunidade de disputar diversos esportes paraolímpicos.

Os primeiros esportes paraolímpicos surgiram no começo do século XX, primeiramente sendo voltados para deficientes auditivos e, depois, para deficientes visuais. Com o final da Segunda Guerra Mundial, muitos soldados voltaram para casa com algum tipo de amputação ou deficiência e surgiu a necessidade de modalidades paraolímpicas.

Em 1960, em Roma, foi realizada a I Paraolimpíada e, desde então, o evento é realizado junto com os Jogos Olímpicos. Conheça 5 esportes paraolímpicos e suas adaptações. Veja também esportes olímpicos.

1. Goalball

O goalball foi inventado em 1946 por Sepp Reindle e Hanz Lorezen, tendo sua primeira apresentação nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976. Em 1980, nas Paraolimpíadas de Anrhem, o goalball passou a ser modalidade paraolímpica e em 1984, nas Paraolimpíadas de Nova Iorque, passou a ser praticado também por mulheres.

O goalball é uma modalidade desenvolvida exclusivamente para deficientes visuais e é jogado em uma quadra com um gol em cada lado. Cada equipe possui três jogadores titulares e três reservas.

O objetivo do jogo é levar a bola até o gol do adversário, utilizando-se arremessos exclusivamente rasteiros. A bola possui um guizo especial em seu interior, permitindo que os jogadores identifiquem sua localização. Por causa disso, é fundamental que o ginásio permaneça em silêncio de modo a não confundir ou atrapalhar as equipes.

Nesse esporte, deficientes com menor deficiência visual competem com deficientes completamente cegos, já que todos os jogadores usam uma venda durante a competição para que haja igualdade de condições.

2. Esgrima em cadeira de rodas

A esgrima em cadeira de rodas é destinada a atletas que possuam quaisquer deficiências locomotoras e sua adaptação surgiu pela primeira vez em 1953, pelo médico Ludwig Guttmann. Essa modalidade é praticada desde o começo dos jogos paraolímpicos, em Roma, em 1960.

Nesse esporte, os atletas ficam dispostos em pistas de comprimento delimitado, com as cadeiras de roda sendo fixas ao chão. Se um dos atletas mexer a cadeira, a disputa é paralisada.

No começo da prática só era permitido duelar com sabres, mas atualmente as competições são feitas com sabres, espadas e floretes. Cada esgrimista possui uma proteção completa e específica, assim como as cadeiras.

Para a validação de pontos, os atletas possuem pontos eletrônicos especiais que fazem uma contagem eletrônica. Após a indicação do toque válido, é o árbitro quem define se é ou não ponto e para qual atleta irá a marcação. Cada arma tem sua área de pontuação própria, mas, de maneira geral, em todos os três tipos a área válida não inclui as pernas, sendo somente no tronco ou da linha da cintura para cima.

Nesse esporte, os atletas são avaliados pelo equilíbrio que possuem na cadeira e a força no braço que empunhará a esgrima e assim são divididas as classes de competição.

3. Tênis em cadeira de rodas

Em 1976 Brad Parks e Jeff Minnenbrake criaram as primeiras cadeiras de roda adaptadas para o tênis e a primeira competição aconteceu no ano seguinte, na Califórnia. Em 1992, nos Jogos de Barcelona, o tênis em cadeira de rodas tornou-se um esporte paraolímpico.

Nessa modalidade, as raquetes e bolas são exatamente iguais às do esporte convencional, bem como grande parte das regras. Entretanto, na modalidade paraolímpica é obrigatório que o atleta mande a bola para o outro lado antes que ela dê o terceiro quique no chão.

As cadeiras de roda utilizadas são do tipo esportivas, promovendo maior mobilidade e equilíbrio.

Nessa modalidade os atletas devem ter um diagnóstico de deficiência locomotora e, desse modo, pessoas com algum tipo de paralisia ou lesão podem competir com pessoas que sofreram amputação, por exemplo.

4. Judô

O judô é a única arte marcial dentre as modalidades paraolímpicas e sendo reservada a atletas com deficiência visual. Sua oficialização como esporte paraolímpico aconteceu em 1988, em Seul e passou a ser praticada por mulheres apenas em 2004, em Atenas.

No judô paraolímpico, os atletas são divididos em categorias de peso, assim como no esporte convencional. Também são divididos em três categorias quanto à sua deficiência: B1, para os completamente cegos; B2, para os que possuem percepção de luz e sombras e B3, para aqueles que conseguem definir imagens.

Nesse esporte também é importante que os atletas mantenham contato constante um com o outro, o que é garantido pelo árbitro da partida. Em caso de perda de contato, a disputa é interrompida.

Da mesma forma que no esporte tradicional, os combates são em tatames sintéticos, com duração de 5 minutos cada. O objetivo é imobilizar, derrubar, finalizar com chave de braço ou estrangulamento o adversário, que deve ficar com as costas no chão.

5. Bocha

A bocha teve sua adaptação para atletas com deficiência na década de 1970, tornando-se uma modalidade olímpica em 1984, em Nova Iorque.

Essa modalidade pode ser praticada individualmente, em duplas ou em trios, por atletas com deficiências com paralisia cerebral ou outras deficiências severas, de acordo com uma classificação.

Na bocha, o objetivo é jogar bolas vermelhas ou azuis, sendo uma cor para cada adversário, o mais próximo possível de uma bola branca, também conhecida como “bola alvo”. Quanto mais perto a bola colorida chegar da bola branca, mais pontos.

É possível utilizar o uso de pés, mãos, cabeça, instrumentos auxiliadores e até mesmo ajudantes, no caso de atletas com mais comprometimento corporal.

Ao final, ganha quem tiver mais pontos. Se houver empate, é disputado um tie-break para definir o vencedor. A quantidade de bolas jogadas e a divisão das partidas dependem da quantidade de participantes.

Os esportes paraolímpicos são tão emocionantes, divertidos e proporcionam tanto entretenimento quanto os esportes olímpicos. Acompanhe os próximos jogos e acompanhe esses 5 esportes paraolímpicos.

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